O espetáculo do ego: A cena do grito no cinema do Expressionismo Alemão
Sinopse
O espetáculo do ego, de Carlos Francisco de Morais, é a melhor obra sobre o cinema expressionista publicada no Brasil na última década. O autor fixou uma meta ambiciosa: identificar a essência do expressionismo cinematográfico. Na busca da essência do estilo que o apaixona, percorreu um longo caminho.
Começou pelo teatro de Strindberg, onde o mundo torna-se reflexo do ego do protagonista, que constitui por sua vez uma projeção da turbulenta vida interior do dramaturgo; revisitou as obras precursoras de Grünewald, Van Gogh e Munch; inspirou-se na expressão le cri du coeur, cultivada por Stendhal em romances e ensaios e que ecoa no teatro de Ibsen, para chegar ao cinema de Weimar, do qual analisou com profundidade quatro filmes: O gabinete do Dr. Caligari (1920), Nosferatu (1922), Metrópolis (1927) e M (1931).
Como na pintura expressionista, o grito no filme expressionista seria o extravasamento metafórico da condição dos encurralados. Segundo o autor, a cena do grito constituiria o clímax do filme expressionista, sua materialização sonora, mesmo no cinema mudo.
(do posfácio de Luiz Nazario)
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Publicado
2 janeiro 2022
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