O espetáculo do ego: A cena do grito no cinema do Expressionismo Alemão

Autores

Carlos Francisco de Morais
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
https://orcid.org/0000-0002-5103-6682

Sinopse

O espetáculo do ego, de Carlos Francisco de Morais, é a melhor obra sobre o cinema expressionista publicada no Brasil na última década. O autor fixou uma meta ambiciosa: identificar a essência do expressionismo cinematográfico. Na busca da essência do estilo que o apaixona, percorreu um longo caminho.  Começou pelo teatro de Strindberg, onde o mundo torna-se reflexo do ego do protagonista, que constitui por sua vez uma projeção da turbulenta vida interior do dramaturgo; revisitou as obras precursoras de Grünewald, Van Gogh e Munch; inspirou-se na expressão le cri du coeur, cultivada por Stendhal em romances e ensaios e que ecoa no teatro de Ibsen, para chegar ao cinema de Weimar, do qual analisou com profundidade quatro filmes: O gabinete do Dr. Caligari (1920), Nosferatu (1922), Metrópolis (1927) e M (1931). Como na pintura expressionista, o grito no filme expressionista seria o extravasamento metafórico da condição dos encurralados. Segundo o autor, a cena do grito constituiria o clímax do filme expressionista, sua materialização sonora, mesmo no cinema mudo. (do posfácio de Luiz Nazario)
Capa em Tom amarronzado, com textos em alaranjado e branco, com reprodução da pintura O Grito, de Edvard Munch.

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Publicado

2 janeiro 2022

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