Cronotopia e opressão: Representação e subversão de espaços ditatoriais
Synopsis
Há espaços fabricados pelo autoritarismo para silenciar, mas a literatura recusa o desaparecimento dessas memórias. Esta obra investiga, através do conceito bakhtiniano de cronotopo, como a ficção brasileira e portuguesa resistiu a dois períodos sombrios: a Ditadura Militar no Brasil (1964) e o Estado Novo salazarista em Portugal.
O cronotopo — a união indissolúvel entre tempo e espaço na narrativa — revela como o cenário ficcional carrega a memória da opressão, desde os porões da tortura até as ruas vigiadas. Contudo, a literatura também forja espaços de resistência, como o encontro clandestino e a praça da manifestação, onde o tempo acelera em direção à ruptura.
Reunindo pesquisadores de ambos os países, a coletânea analisa autores como Teixeira Coelho, Ignácio de Loyola Brandão, Ferreira Gullar e Heloneida Studart. Lançado em 2026 — marco de seis décadas do golpe no Brasil e cinquenta anos da Revolução dos Cravos —, este livro é uma homenagem às vozes que não se calaram e uma advertência de que a memória histórica é a trincheira contra a repetição do horror. Trata-se de obra indispensável para o fortalecimento da democracia.
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